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Quinta do Esteval

A Quinta do Esteval é uma propriedade situada na península de Setúbal e inserida no parque natural da Arrábida.

Uma propriedade pertencente há varias gerações à família Palmela e que, durante as invasões francesas do séc. XVIII serviu de hospital.

A casa principal foi toda reabilitada na década de 70 tendo, desde essa altura, sido residência de família.

O edifício solarengo da Quinta do Esteval foi projetado no decorrer do século XVIII. Para além da casa senhorial concebida como residência rural, encontramos o jardim, cuidadosamente planeado e articulando-se na perfeição com o edifício numa conceção urbanística global de dinamismo e grandiosidade de alusão claramente barroca.

A casa possui planta em "L" composta por dois volumes retangulares e cobertura de 4 águas. O jogo de formas criado pelo dinamismo da planta e pelo ritmo imposto à fachada principal (estruturada em dois vãos sobrepostos e rasgados por fenestrações de verga reta) corrobam a apetência arquitetónica barroca que já se pressentia na íntima relação urbanística do jardim de recreio com a edificação propriamente dita.

A fachada principal da casa foi projetada recorrendo também a uma certa sobriedade construtiva que remete para a funcionalidade e despojamento característicos da arquitetura pombalina, visíveis na linearidade das sacadas em ferro forjado e na tipologia dos conjuntos azulejares, polícromos, com motivos radiais e centrais enquadrados por uma cercadura de concheados. Uma leve sugestão rococó é visível através do recurso a motivos vegetalistas ondulantes e representações sinuosas de aves no padrão azulejar.

A Quinta do Esteval é um belíssimo exemplar da arquitetura setecentista onde, de forma erudita, coabitam diversas linguagens arquitetónicas e decorativas em voga durante o século XVIII. Ao longo do século XX foram realizadas diversas intervenções de restauro levadas a cabo pelo arquiteto Alberto Cruz.

Entre 1973 e 1975, foram eliminadas as águas furtadas posteriormente acrescentadas e que afetavam a leitura das originais características do edifício, tendo ainda sido efetuadas obras de conservação e reestruturação do espaço, ao nível do interior da casa.

A principal ocupação da quinta para além da floresta é o cultivo da vinha e a pastorícia com o objetivo de obter o tão conhecido queijo de Azeitão e os afamados vinhos da região Península de Setúbal.

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